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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vídeo: Curta documentário sobre Neruda e Prestes

Curta documentário sobre a homenagem realizada por Neruda a Prestes, durante o "Comício do Pacaembu", quando Prestes foi libertado depois de quase uma década nos porões da ditadura de Vargas.

Camarada Neruda: Presente!
Camarada Prestes: Presente!


domingo, 18 de agosto de 2013

"Os comunistas" de Pablo Neruda

Passaram-se alguns anos desde que ingressei no Partido
Estou contente
Os comunistas formam uma boa família
Têm a pele curtida e o coração moderado
Por toda parte recebem golpes
Golpes exclusivos para eles

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Silêncio. Musa... chora, e chora tanto

Por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia

Em seguida a este trecho, Castro Alves, no seu poema “Navio negreiro”, diz “que o pavilhão se lave no teu pranto!” Este poema vem à minha lembrança sempre que sou acometido de tristeza por identificar profunda injustiça. Nunca soube o quanto ele influenciou mentes a favor da causa abolicionista, mas certamente as influenciou.
O pavilhão está no “tombadilho que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar”. Apropriando-me da magistral obra, diria que ela se enquadra também ao petroleiro estrangeiro que leva nosso ouro negro, última esperança de um povo bom, enganado com miçangas. Qual um escravo, o sangue do brasileiro se esvai nos tombadilhos onde o capital internacional o suga.
Na África, negros que desonravam a raça caçavam outros negros, seus irmãos, para vendê-los a mercadores do tráfico negreiro. No Brasil atual, temos desgraçados caçando a vida digna de seus iguais. Entregam o ouro negro, que poderia recuperar os carentes, criar oportunidades onde elas não existem. Dentro do petroleiro, trancados nos porões, estão a educação, a saúde, a habitação, o saneamento, o transporte e tudo mais, com qualidade, pertencentes a gerações futuras de brasileiros, enfim, a esperança de uma vida melhor que a dos seus pais.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A meu partido (Pablo Neruda)


Me deste a fraternidade para o que não conheço.
Me acrescentaste a força de todos os que vivem.
Me tornaste a dar a pátria como em um nascimento.
Me deste a liberdade que não tem o solitário.
Me ensinaste a acender a bondade, como o fogo.
Me deste a retidão que necessita a árvore.
Me ensinaste a ver a unidade e a diferença dos
homens.
Me mostraste como a dor de um ser morreu na
vitória de todos.
Me ensinaste a dormir nas camas duras de meus
irmãos.