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domingo, 3 de novembro de 2013

Pela retirada imediata das tropas da MINUSTAH do território haitiano

Declaração do Rio de Janeiro
Pela retirada imediata das tropas da MINUSTAH do território haitiano
Nós, mulheres e homens,representantes de organizações sociais da nossa América e da rede Jubileu Sul/ Américas reunidos no Rio de Janeiro entre os dias 7 e 12 de outubro de 2013, contexto em que se realizou nossa Assembléia continental, reafirmamos o nosso mais firme rechaço e expressamos nossa indignação frente a ocupação militar ilegal do território do Haiti por tropas sob mandato das Nações Unidas, a maioria delas proveniente de nossos países.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O PCB/Pelotas solidariza-se a outras organizações no repúdio à criminalização dos movimentos sociais no RS

NOTA DE REPÚDIO ÀS AÇÕES DE CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E SEUS MILITANTES NO RS


As entidades abaixo listadas vem a público repudiar veementemente as ações da Brigada Militar e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul que no dia de ontem, 1º de outubro, protagonizou uma série de ações contra integrantes de diferentes movimentos sociais e partidos políticos de nosso estado, especialmente aqueles vinculados ao Bloco de Lutas pelo Transporte Público. As ações incluíram a invasão de residências e espaços coletivos, a busca e apreensão de documentos, a abertura de inquérito para investigar suposta “formação de quadrilha” e o indiciamento de diversos militantes.

Desde as manifestações de junho temos assistido sucessivos episódios de repressão e abusos por parte da polícia gaúcha, que revelam que o autoritarismo, a violência policial e a violação dos direitos humanos, tão característicos do período de ditadura civil-militar, permanecem presentes em nossas instituições e em nosso cotidiano. Esta polícia é (?) subordinada ao Governo do Estado e cabe ao Governador Tarso Genro (PT) responder pelas suas ações, bem como coibir práticas arbitrárias.

Repudiamos toda e qualquer iniciativa que vise criminalizar os movimentos sociais e reprimir as lutas populares e nos solidarizamos com @s companheir@s que vêm sofrendo tais perseguições. A criminalização dos movimentos sociais e de seus militantes compromete o debate político e fragiliza a nossa democracia. 



02 de outubro de 2013.



ADUFPEL- Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas

ANECS - Articulação Nacional de Ciências Sociais

CAHIS - Centro Acadêmico de História/UFPel

Centro Acadêmico do Teatro/UFPel

Centro Acadêmico Pro-Tempore – UNIPAMPA - Jaguarão

Centro de Auditores Públicos Externo do TCE/RS

Coletivo Levante 

Comitê pela Verdade, Memória e Justiça – Pelotas e região

Comitê Verdade, Memória e Justiça do Ceará

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos 

Comunidade Quilombola Rincão da Faxina - Piratini

APAE - Piratini

DAADM - Diretório Acadêmico da Administração/UFPel

DAEB - Diretório Acadêmico Edith Barreto/UFPel

DAFF- Diretório Acadêmico Florestan Fernandes - Ciências Sociais/UFPel

DAGEO - Diretório Acadêmico de Geografia/UFPel

DANK - Diretório Acadêmico Naum Keisermann – Medicina/ UFPel

DENEM - Direção Executiva dos Estudantes de Medicina

Diretório Acadêmico Patrícia Galvão - Jornalismo/UFPel

DUCA - Diretório Universitário de Cinema e Animação/UFPel

ExNEL - Executiva Nacional de Estudantes de Letras

FEAB - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

Instituto Mário Alves - Pelotas

Jornal Germinal

JUNTOS - Pelotas 

Levante Popular da Juventude – Pelotas

Movimento Negro de Piratini

PCB - Partido Comunista Brasileiro - Pelotas 

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade – Pelotas

Rádio Com 

SINDISPREV - Pelotas

SIMP - Sindicato dos Municipários de Pelotas 

Sindicato dos Funcionários Municipais de Piratini

SITRAMICO - Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo/Pelotas 

SINTRAPOSPETRO – Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis/Pelotas

TAMBÉM Pelotas - Grupo pela Livre Expressão Sexual

Unidade Classista

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

NOTA DE REPÚDIO À REPRESSÃO DO GOVERNO TARSO GENRO/PT ÀS MANIFESTAÇÕES POPULARES

No dia 26 de setembro, o governo Tarso Genro/PT completou 1000 dias de uma política de completo descaso com a população gaúcha, especialmente aos professores e professoras do Estado. Não contente em não pagar o piso salarial do magistério e de impor uma reforma do Ensino Médio que só prejudica a formação dos estudantes, o caráter truculento deste governo teve mais uma nova página escrita na noite de ontem.
Neste dia, em mais uma manifestação do Bloco de Lutas, em Porto Alegre, juntamente com militantes do CPERS Sindicato, a Brigada Militar agiu da forma mais repressiva e opressora possível. Além das bombas de gás lacrimogêneo e da violência habitual da força policial do Estado, de forma totalmente covarde e desproporcional três manifestantes, professores e professoras, foram detidos pela Brigada Militar 1h depois que o ato já havia sido encerrado, em um local em que não havia nenhuma atividade da manifestação. Seu "crime": portar bandeiras do CPERS Sindicato e lutar por uma educação pública e de qualidade, pelo piso salarial do magistério, pelo Passe Livre e por outras pautas de reivindicação da classe trabalhadora.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Governo se alia a FIFA e trata manifestações como terrorismo

Fascistização do Estado conta com apoio de ministro do PCdoB "Não vamos permitir que nenhuma dessas manifestações atrapalhe nenhum dos eventos que nos comprometemos a realizar", afirma o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. “Não vejo onde está ferindo soberania, não vejo onde está ferindo direitos; pelo contrário, a presidente Dilma foi muito taxativa e nós queremos ampliar os direitos do torcedor brasileiro. Todo mundo quer fazer uma Copa do Mundo, até aqueles países pequenos que não têm condições, mas sonham em fazer um evento dessa magnitude, e o Brasil tem que se preparar para isso"; complementa o relator da Lei Geral da Copa, deputado Vicente Cândido (PT-SP), o Vicentinho.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Romper os acordos militares com os EUA e suspender o leilão do Campo de Libra



(Nota política do Comitê Central PCB)


Como já é de conhecimento da população, após denúncias feitas pelo ex-agente do governo dos EUA, Edward Snowden, a espionagem digital - através de telefones, e-mails e redes sociais - das agências norte-americanas no Brasil atinge agentes do governo – incluindo a presidente da República, Dilma Rousseff -, as empresas estratégicas, como a Petrobras, além da população de forma geral - e dentre ela - não duvidamos que sejam alvos os militantes à esquerda do espectro político.
Nesta semana, não para nossa surpresa, foi revelado em matéria da Folha de S. Paulo (não contestada, seja pela Polícia Federal, pela chancelaria brasileira ou pela diplomacia dos EUA), que agentes da CIA atuam livremente no Brasil, dentro de unidades da Polícia Federal em Brasília, tendo influência direta sobre o trabalho da Divisão Antiterrorismo (DAT) da PF brasileira.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"O PT e a Revolução Burguesa no Brasil", por Mauro Iasi

Neste artigo,  o professor Mauro Iasi,  presidente da ADUFRJ e membro do Comitê Central do PCB, empreende análise de fôlego sobre o Projeto Democrático-Popular, seu sentido histórico e sua relação com o desenvolvimento do capitalismo e a consolidação da hegemonia da burguesia no Brasil. Sua leitura é altamente recomendada para aqueles que queiram entender melhor a atual situação do capitalismo brasileiro e os desafios e oportunidades para a construção do socialismo.

Confira a versão em PDF do texto clicando aqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O VERGONHOSO SILÊNCIO DO BRASIL ACERCA DAS AÇÕES IMPERIALISTAS NA SÍRIA


Hernani Cavalheiro Neto,
Servidor público federal e militante do PCB em Pelotas/RS


(para acessar a versão em PDF, clique aqui)

(Originalmente publicado no Portal do PCB) 

Aos que ainda creditam caráter “anti-imperialista” e “progressista” ao governo de turno da burguesia brasileira, a posição da chancelaria brasileira sobre o conflito na Síria deveria servir de lição. Equilibrando-se ambiguamente entre a condição de “potência emergente” e a posição subalterna no sistema imperialista, a burguesia brasileira externou, por intermédio da chancelaria brasileira, as mais diferentes preocupações,  desde o início do conflito armado no país. Exceto uma: o respeito à soberania do país árabe.
As vicissitudes das relações entre o Brasil e a Síria, na última década, ilustram bem a forma como a burguesia brasileira opera, no plano internacional, a reedição do projeto “Brasil Potência” dos ditadores que apoiou outrora. A política externa de seu interesse, que o governo petista executa com lealdade canina, envolve alianças de ocasião, com qualquer tipo de ditador, em nome do interesse comercial ou geopolítico, e o descarte, dessas mesmas alianças, ao sabor da mudança de conjuntura. Essa prática, se não é exclusiva da diplomacia brasileira, também não ecoa o que se espera de um país anti-imperialista, progressista e solidário.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

É preciso acabar com a ilusão de que o governo brasileiro é progressista e antiimperialista

(Documento do Comitê Central do PCB ao Fórum de São Paulo)

No imaginário da esquerda latino-americana os governos petistas são progressistas; alguns chegam a idealizá-lo como antiimperialista. Isso ainda tem a ver com o passado combativo do PT e de Lula, seu principal referente.
Superar esta ilusão, este obstáculo, é de fundamental importância para avançarmos na construção de uma unidade de ação continental revolucionária, anticapitalista e antiimperialista. O PT é hoje um partido da ordem capitalista, a serviço do “neodesenvolvimentismo”. Domesticou e cooptou as entidades de massa, como a CUT e a UNE.
No Brasil, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agronegócio e os monopólios tiveram tanto lucro. A política econômica e a política externa do Estado burguês brasileiro estão a serviço do projeto de fazer do Brasil uma grande potência capitalista mundial, nos marcos do imperialismo. As chamadas multinacionais de origem brasileira, alavancadas por financiamentos públicos, já dominam mercados em muitos países, notadamente na América Latina, um grande canteiro de obras da Oderbrecht e de outras empreiteiras favoritas do governo e que são os principais financiadores do PT. A Petrobras, apresentada na América Latina como estatal, é uma multinacional como outra qualquer, com mais de 60% de suas ações em mãos particulares.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Vídeo: "Blikkiesdorp ou cidade de lata"

As Copas da FIFA já realizadas mostraram o verdadeiro "legado" que deixam para os países-sede. Na Cidade do Cabo, África do Sul,  a "cidade de lata" (Blikkiesdrop, em africâner), é exemplo bastante significativo do tipo de acesso que a população africana teve aos jogos de futebol: um campo de concentração povoado por diversas pessoas que foram expulsas de suas comunidades para a construção de estádios de futebol, hoje abandonados. Em face dos proibitivos custos de manutenção desses elevantes brancos, o governo já cogita a demolição de estádios para aliviar as finanças.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A cidade do Rio de Janeiro sob o terror do Estado

(Nota Política do Secretariado Regional do RJ)

Nos últimos dias a cidade do Rio de Janeiro assistiu a demonstrações claras de práticas fascistas, vindas diretamente do governo Cabral e de sua Polícia Militar. Em ambos os casos, predominou a hipocrisia, misturada a ameaças, essas últimas feitas diretamente pelo comandante da PM.

Na Rocinha, desde sábado, está desaparecido um trabalhador, Amarildo, de 49 anos, cuja prisão fora efetuada momentos antes pela corporação que, teoricamente, deveria protegê-lo: a toda propagandeada PM da UPP. A população daquela comunidade protestou de forma pacífica, pedindo que seja dada uma resposta sobre o paradeiro de Amarildo. A resposta da polícia se repete nesse como em todos os casos onde estão envolvidos trabalhadores vítimas da violência policial: havia suspeita de que o Amarildo estivesse envolvido com o tráfico de drogas, vai daí...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O governo petista como operador político da burguesia no Brasil

Milton Pinheiro1
A conclusão de uma década de governo petista tem gerado um conjunto de análises que tenta compreender e responder às contradições dessa política no processo em curso. Este artigo é uma primeira aproximação para entender as ações do PT, e de sua coalizão, nas complexas relações políticas que tem movimentado a luta de classes no Brasil atual.
O fenômeno da social-democracia se apresentou de forma tardia no conjunto das formações sociais onde o capitalismo teve dificuldade para se estabelecer, se configurando como uma experiência da lógica tardo-burguesa. Numa análise mais profunda, pode-se caracterizar que Portugal e o Brasil se enquadram nessa perspectiva da social-democracia tardia (SECCO, 2011), embora Portugal, dentro de outro marco interpretativo. No entanto, nesses dois países, primeiro surgiu a presença dos comunistas na cena política e, só depois de um longo período, a social-democracia enquanto parceira conflitiva do capital.
A presença tardia desse espectro político entre nós é uma tentativa de reconfigurar a luta por demandas políticas e corporativas em atraso, numa perspectiva de radicalizar as lutas populares e sindicais no Brasil. Diferentemente de Portugal, em virtude do seu processo histórico de revolução burguesa, essa representação do tardo-capitalismo no Brasil emergiu para a política durante a crise da ditadura burgo-militar, como representação da movimentação dos trabalhadores no final dos anos 1970, conseguindo articular lutas desde setores de ponta do operariado até segmentos debilitados da sociedade, em reivindicações que envolviam os trabalhadores do campo e da cidade.

domingo, 30 de junho de 2013

Organizar, estudar e lutar!

(Eis a fórmula de Lênin para se inserir revolucionariamente na Luta de Classes)
Compreender o cenário atual, seus atores políticos, organizar as massas em jornadas que de fato representem vitórias de classe e ou acúmulo de experiência revolucionária e a consecutiva alteração no nível da consciência política são as expressões dialéticas da necessária luta ideológica e orgânica que os comunistas devem travar nesse momento.
As recentes manifestações do Congresso brasileiro e do Senado aprovando 75% dos royaltes da exploração do Petróleo para a educação e 25% para a saúde e a avaliação em caráter de urgência pelo Senado da aprovação da Lei do Passe Livre para estudantes do ensino secundarista, são iniciativas do parlamento que tentam dar respostas rápidas ao clamor das massas, principalmente aos setores mais organizados e que despertaram a onda de manifestações por todo o país, caso da juventude em especial.

Raízes históricas da crise social no Brasil – O papel do FMI

(por Michel Chossudovsky*)

Milhões de pessoas por todo o Brasil aderiram a um dos maiores movimentos de protesto da história do país. Ironicamente, o levantamento social dirige-se contra as políticas económicas de uma auto-proclamada alternativa "socialista" ao neoliberalismo conduzido pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) da presidente Dilma Rousseff.

O "remédio económico forte" do FMI, incluindo medidas de austeridade e a privatização de programas sociais, foi implementado sob a bandeira "progressista" e "populista" do PT, em acordo com elites económicas poderosas do Brasil e em estreita ligação com o Banco Mundial, o FMI e a Wall Street.

Apesar de o governo PT apresentar-se como "uma alternativa" ao neoliberalismo, comprometido com o alívio da pobreza e a redistribuição de riqueza, sua política monetária e fiscal está nas mãos dos seus credores da Wall Street.