Recordar os acontecimentos do Irão há 70 anos ajuda a compreender a atual estratégia dos EUA para o Médio Oriente.
O discurso em que Obama anunciou que decidira bombardear a Síria
inseriu-se numa política de dominação universal concebida no final da II
Guerra Mundial.
Inseguro quanto à atitude do Congresso e ciente de que a maioria do
seu povo condenava um ataque militar à Síria, o presidente recuou. Mas
seria uma ingenuidade acreditar numa viragem da estratégia agressiva dos
EUA para a Região. Nesta, o derrubamento do governo de Bashar al Assad é
somente uma etapa do projeto que tem por alvo numa segunda fase o Irão,
o grande país muçulmano que não se submete ao imperialismo
norte-americano.

