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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

É preciso acabar com a ilusão de que o governo brasileiro é progressista e antiimperialista

(Documento do Comitê Central do PCB ao Fórum de São Paulo)

No imaginário da esquerda latino-americana os governos petistas são progressistas; alguns chegam a idealizá-lo como antiimperialista. Isso ainda tem a ver com o passado combativo do PT e de Lula, seu principal referente.
Superar esta ilusão, este obstáculo, é de fundamental importância para avançarmos na construção de uma unidade de ação continental revolucionária, anticapitalista e antiimperialista. O PT é hoje um partido da ordem capitalista, a serviço do “neodesenvolvimentismo”. Domesticou e cooptou as entidades de massa, como a CUT e a UNE.
No Brasil, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agronegócio e os monopólios tiveram tanto lucro. A política econômica e a política externa do Estado burguês brasileiro estão a serviço do projeto de fazer do Brasil uma grande potência capitalista mundial, nos marcos do imperialismo. As chamadas multinacionais de origem brasileira, alavancadas por financiamentos públicos, já dominam mercados em muitos países, notadamente na América Latina, um grande canteiro de obras da Oderbrecht e de outras empreiteiras favoritas do governo e que são os principais financiadores do PT. A Petrobras, apresentada na América Latina como estatal, é uma multinacional como outra qualquer, com mais de 60% de suas ações em mãos particulares.

domingo, 4 de agosto de 2013

Edição especial do Imprensa Popular

Foi lançada a edição especial bilíngue do jornal Impressa Popular, o Jornal do Partidão, com a intervenção do PCB no Encontro do Foro de São Paulo. Em seu pronunciamento, o PCB, que é membro fundador do Foro, destacou a centralidade das lutas empreendidas pelos povos da Venezuela e da Colômbia, e a inter-relação entre ambas. Na Venezuela, destacou a necessidade de radicalizar o projeto bolivarista e construir o necessário avanço ao socialismo. Quanto à Colômbia, sublinhou a importância do êxito das negociações em Havana, mas reafirmou que não pode haver um "paz de cemitérios" como quer a burguesia colombiana, mas, sim, uma mudança radical na sociedade, por meio de uma Assembleia Constituinte, que assegure não apenas a paz, mas a justiça social, o direito das populações indígenas e a plena democratização.

Além disso, o Partido denunciou a ilusão das esquerdas latino-americanas com os governos do PT, ao lhe atribuírem caráter "progressista" ou mesmo "anti-imperialista". O PCB mais uma vez reafirmou sua posição de que os governos petistas apenas gerenciam a ordem do capital, engordam os bolsos de banqueiros e empreiteiras, e sucateiam serviços públicos para pagar juros a rentistas e especuladores -- além de estar perfeitamente enquadrado no sistema imperialista, embora de maneira subalterna.


Confira a edição no link:

https://docs.google.com/file/d/0B8_gvWjrwU3ZMGZKYU5lZHhGcm8/edit