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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A participação dos partidos comunistas no governo: uma forma de sair da crise capitalista?

Partido do Trabalho da Bélgica
Herwig Lerouge
(Hervig Lerouge é membro do Comitê Central do Partido do Trabalho da Bélgica e responsável pela edição da revista “Etudes Marxistes”)


No transcurso dos últimos anos, a possibilidade que têm certos partidos comunistas (ou ex-comunistas) de participar no governo está na ordem do dia. Na Alemanha, o Die Linke participou em certos governos regionais e, com certeza, segue participando. O partido discutiu a possibilidade de participar do governo federal. Na Grécia e nos Países Baixos, a coalizão de esquerda Syriza e o Partido Socialista anunciaram claramente sua vontade de entrar no governo. A maioria suficiente do Partido Socialista Francês, durante as recentes eleições parlamentares de 2012, eliminou a dúvida sobre uma nova participação do Partido Comunista Francês no governo. O PCF e, na Itália, a Refundação Comunista e o Partido dos Comunistas Italianos, participaram em muitos governos no transcurso das últimas décadas.

Em 2008, o êxito eleitoral de alguns destes partidos levou a revista britânica de esquerda, The New Statesman, a concluir: “O socialismo, o socialismo puro, inalterado, uma ideologia considerada morta pelos capitalistas liberais, regressa com força. Por todo o continente, assistimos a tendência de que partidos de centro esquerda estabelecidos por muito tempo são desafiados por partidos indubitavelmente socialistas. Estes defendem um sistema econômico no qual os interesses dos simples trabalhadores não são subordinados aos do capital 1”.

Desgraçadamente, estas visões sobre um brilhante futuro socialista para a Europa foram ultrapassadas pelos últimos resultados eleitorais, e, fato mais importante ainda, pela evolução política destes partidos.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Entrevista com o Secretário Geral do CC do KKE, Dimitris Koutsoumpas, para o jornal do PCPE

Unidad y Lucha (jornal do PCPE – Partido Comunista dos Povos de Espanha): O 19º Congresso do KKE (Partido Comunista Grego), que o elegeu como Secretário Geral, ocorreu em abril. Quais foram as decisões fundamentais do Congresso?
Dimitris Koutsoumpas: Trata-se de um importante Congresso na história do Partido, dado que o 19º Congresso elaborou novos e atualizados Programa e Estatutos. Nestes 17 anos, a partir de 1996, quando se aprovou o anterior Programa de nosso Partido, acumulamos grande experiência das lutas e dos acontecimentos, tiramos conclusões de um profundo estudo sobre os acontecimentos relacionados com a construção e a derrota do socialismo na URSS. Trata-se de um estudo que enriqueceu a percepção do KKE sobre o socialismo. Tiramos conclusões gerais sobre questões de estratégia do KKE e do Movimento Comunista Internacional, baseados num estudo a fundo da História, de cuja discussão participou todo o Partido e a KNE (Juventude Comunista da Grécia).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

"O Brasil e o capital-imperialismo", de Vigínia Fontes

Compartilhamos a íntegra do livro de Virginia Fontes "O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história". Sua leitura é fundamental para a adequada compreensão do capitalismo contemporâneo e a inserção do Brasil no sistema imperialista. Virginia põe por terra velhas teses etapistas ou dependentistas, que tratam a relação entre as economias de países subalternos em antagonismo com o imperialismo, e solapa a ideia de que as burguesias dos países periféricos estão, de alguma maneira, em contradição com o imperialismo. A leitura do livro permite qualificar o debate sobre o tema e colabora para a compreensão da atual etapa do capitalismo e do imperialismo em toda a sua complexidade.

Confira no link abaixo:
 http://www.acervo.epsjv.fiocruz.br/beb/textocompleto/mfn13722


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Carta aos Comunistas, de Luiz Carlos Prestes


Nota do Blog: Luiz Carlos Prestes foi Secretário-Geral do PCB por décadas, e militante comunista, mesmo que fora das fileiras do PCB, até o fim de seus dias. Escrita pouco depois de sua volta do exílio, a Carta aos Comunistas é um documento histórico. Nela sintetizam-se as preocupações de Prestes com os desvios e erros cometidos pelo PCB nas décadas anteriores, além de sua convicção na necessidade de um partido revolucionário no Brasil. 

Companheiros e amigos!
De regresso ao Brasil, pude nos meses já decorridos, entrar em contato direto com a realidade nacional e melhor avaliar os graves problemas que enfrenta o PCB, o que me leva ao dever de dirigir-me a todos os comunistas, a fim de levantar algumas questões que, em minha opinião, tornaram-se candentes para todos os que, em nosso País, de uma ou de outra forma, interessam-se pela vitória do socialismo em nossa Terra. E é baseado no meu passado de lutas e de reconhecida dedicação à causa revolucionária e ao PCB, que me sinto com a autoridade moral para dizer-lhes o que penso da situação que atravessamos.