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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Guerra e Paz no Mediterrâneo Oriental / Oriente Médio

por D. Khaled HADADAH,
Secretário Geral do Partido Comunista Libanês
A crise estrutural em que o capitalismo global está imerso há mais de uma década - e mais precisamente no ano de 2012 - foi uma das mais mortais, mas também mais importante para o mundo árabe e para o Oriente Médio.
De fato, durante esta década, as guerras imperialistas (inclusive israelenses) no Iraque, Afeganistão, Líbia, Líbano e Palestina fizeram milhões de mortes e dezenas de milhões de pessoas flageladas e deslocadas à força, para não mencionar a destruição de cidades e de infra-estrutura. Mas, ao mesmo tempo, este período foi o das revoltas populares no Egito, na Tunísia, bem como em todo o Golfo Pérsico, contra os sistemas oligárquicos totalitários e ditaduras que, desde o fim da II Guerra Mundial, pressionaram os povos em nome de uma economia rentista e da subserviência completa ao imperialismo, particularmente ao imperialismo dos EUA.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Silêncio. Musa... chora, e chora tanto

Por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia

Em seguida a este trecho, Castro Alves, no seu poema “Navio negreiro”, diz “que o pavilhão se lave no teu pranto!” Este poema vem à minha lembrança sempre que sou acometido de tristeza por identificar profunda injustiça. Nunca soube o quanto ele influenciou mentes a favor da causa abolicionista, mas certamente as influenciou.
O pavilhão está no “tombadilho que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar”. Apropriando-me da magistral obra, diria que ela se enquadra também ao petroleiro estrangeiro que leva nosso ouro negro, última esperança de um povo bom, enganado com miçangas. Qual um escravo, o sangue do brasileiro se esvai nos tombadilhos onde o capital internacional o suga.
Na África, negros que desonravam a raça caçavam outros negros, seus irmãos, para vendê-los a mercadores do tráfico negreiro. No Brasil atual, temos desgraçados caçando a vida digna de seus iguais. Entregam o ouro negro, que poderia recuperar os carentes, criar oportunidades onde elas não existem. Dentro do petroleiro, trancados nos porões, estão a educação, a saúde, a habitação, o saneamento, o transporte e tudo mais, com qualidade, pertencentes a gerações futuras de brasileiros, enfim, a esperança de uma vida melhor que a dos seus pais.