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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O PCB/Pelotas solidariza-se a outras organizações no repúdio à criminalização dos movimentos sociais no RS

NOTA DE REPÚDIO ÀS AÇÕES DE CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E SEUS MILITANTES NO RS


As entidades abaixo listadas vem a público repudiar veementemente as ações da Brigada Militar e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul que no dia de ontem, 1º de outubro, protagonizou uma série de ações contra integrantes de diferentes movimentos sociais e partidos políticos de nosso estado, especialmente aqueles vinculados ao Bloco de Lutas pelo Transporte Público. As ações incluíram a invasão de residências e espaços coletivos, a busca e apreensão de documentos, a abertura de inquérito para investigar suposta “formação de quadrilha” e o indiciamento de diversos militantes.

Desde as manifestações de junho temos assistido sucessivos episódios de repressão e abusos por parte da polícia gaúcha, que revelam que o autoritarismo, a violência policial e a violação dos direitos humanos, tão característicos do período de ditadura civil-militar, permanecem presentes em nossas instituições e em nosso cotidiano. Esta polícia é (?) subordinada ao Governo do Estado e cabe ao Governador Tarso Genro (PT) responder pelas suas ações, bem como coibir práticas arbitrárias.

Repudiamos toda e qualquer iniciativa que vise criminalizar os movimentos sociais e reprimir as lutas populares e nos solidarizamos com @s companheir@s que vêm sofrendo tais perseguições. A criminalização dos movimentos sociais e de seus militantes compromete o debate político e fragiliza a nossa democracia. 



02 de outubro de 2013.



ADUFPEL- Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas

ANECS - Articulação Nacional de Ciências Sociais

CAHIS - Centro Acadêmico de História/UFPel

Centro Acadêmico do Teatro/UFPel

Centro Acadêmico Pro-Tempore – UNIPAMPA - Jaguarão

Centro de Auditores Públicos Externo do TCE/RS

Coletivo Levante 

Comitê pela Verdade, Memória e Justiça – Pelotas e região

Comitê Verdade, Memória e Justiça do Ceará

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos 

Comunidade Quilombola Rincão da Faxina - Piratini

APAE - Piratini

DAADM - Diretório Acadêmico da Administração/UFPel

DAEB - Diretório Acadêmico Edith Barreto/UFPel

DAFF- Diretório Acadêmico Florestan Fernandes - Ciências Sociais/UFPel

DAGEO - Diretório Acadêmico de Geografia/UFPel

DANK - Diretório Acadêmico Naum Keisermann – Medicina/ UFPel

DENEM - Direção Executiva dos Estudantes de Medicina

Diretório Acadêmico Patrícia Galvão - Jornalismo/UFPel

DUCA - Diretório Universitário de Cinema e Animação/UFPel

ExNEL - Executiva Nacional de Estudantes de Letras

FEAB - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

Instituto Mário Alves - Pelotas

Jornal Germinal

JUNTOS - Pelotas 

Levante Popular da Juventude – Pelotas

Movimento Negro de Piratini

PCB - Partido Comunista Brasileiro - Pelotas 

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade – Pelotas

Rádio Com 

SINDISPREV - Pelotas

SIMP - Sindicato dos Municipários de Pelotas 

Sindicato dos Funcionários Municipais de Piratini

SITRAMICO - Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo/Pelotas 

SINTRAPOSPETRO – Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis/Pelotas

TAMBÉM Pelotas - Grupo pela Livre Expressão Sexual

Unidade Classista

sábado, 31 de agosto de 2013

SIGAMOS MOSTRANDO A FORÇA DA CLASSE!


Nota Política do PCB/Pelotas


(Acesse a versão em PDF clicando aqui)

No dia 30/08, mais uma vez, a classe trabalhadora parou o país, para mostrar que não suporta mais pagar pela crise dos banqueiros com exploração e perda de direitos. Em Pelotas, não foi diferente, e a militância do PCB e da Unidade Classista estiveram presentes nas diversas atividades da classe.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

PCB e Unidade Classista na Luta em Pelotas!

A praça é do povo: manifestantes na Praça Cel Pedro Osório
As intensas mobilizações populares que sacudiram o país entre junho e julho, contaram com a participação dos comunistas de Pelotas. O PCB e a corrente sindical Unidade Classista (UC) participaram dos três atos que ocorreram até o momento, e já se prepraram para as mobilizações de 30 de agosto, que darão sequência à nova jornada de lutas do povo brasileiro.



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Brasil: extraordinária jornada de lutas

Excelente análise das manifestações de junho, escrita pelo camarada Edmilson Costa. O texto defende a tese de que as manifestações abrem um novo ciclo de lutas no Brasil, que terá necessariamente um de três desfechos: a derrota (como houve no período encerrado com o golpe 1964), a cooptação (como ocorreu com o cilo aberto com as greves do ABC) ou a vitória. Destaca, além disso, que o agravamento da crise do capital reduzirá a margem de manobra do governo, que terá apenas duas alternativas -- romper com as alianças nacionais e internacionais que lhe deram sustentação -- ou reprimir ainda mais as lutas populares.

Confira o artigo no clicando aqui. O artigo também foi publicado no Pravda.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lutar dá resultado

O anúncio feito pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de que não mais haverá a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do complexo de esportes aquáticos Júlio Delamare, que seriam utilizados pelo consórcio privado que administra o Maracanã como estacionamento e shopping, pois situam-se ao lado do estádio, é um claro sinal de que o conjunto de manifestações em protesto contra os abusos e desvios nos gastos para a Copa e as Olimpíadas que vem sendo realizadas, há muito, pelos partidos de esquerda e por diversos movimentos sociais, teve consequências de fato.

No mesmo sentido estão a declaração do secretário de (In)Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, de que admite discutir a desmilitarização da Polícia Militar, uma bandeira levantada pelo PCB e demais organizações de esquerda há bastante tempo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A cidade do Rio de Janeiro sob o terror do Estado

(Nota Política do Secretariado Regional do RJ)

Nos últimos dias a cidade do Rio de Janeiro assistiu a demonstrações claras de práticas fascistas, vindas diretamente do governo Cabral e de sua Polícia Militar. Em ambos os casos, predominou a hipocrisia, misturada a ameaças, essas últimas feitas diretamente pelo comandante da PM.

Na Rocinha, desde sábado, está desaparecido um trabalhador, Amarildo, de 49 anos, cuja prisão fora efetuada momentos antes pela corporação que, teoricamente, deveria protegê-lo: a toda propagandeada PM da UPP. A população daquela comunidade protestou de forma pacífica, pedindo que seja dada uma resposta sobre o paradeiro de Amarildo. A resposta da polícia se repete nesse como em todos os casos onde estão envolvidos trabalhadores vítimas da violência policial: havia suspeita de que o Amarildo estivesse envolvido com o tráfico de drogas, vai daí...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

POR UM PLEBISCITO POPULAR!


(Nota Política do PCB)

Diante da proposta oficial de um plebiscito sobre uma “reforma política”, que é apenas uma jogada para iludir o povo de que ele vai decidir os destinos do nosso país e que agora vamos ter “democracia”, aproveitamos esse dia 11 de julho, Dia Nacional de Lutas com Greves e Manifestações, para lançar a proposta de um PLEBISCITO POPULAR, organizado pelas verdadeiras forças de esquerda, anticapitalistas e socialistas, para o qual sugerimos as seguintes perguntas, que estaremos fazendo hoje à população:

segunda-feira, 8 de julho de 2013

11 DE JULHO DE 2013: Um marco da retomada das manifestações populares contra a ordem e o sistema

(Nota Política do PCB)

Nada como o acirramento da luta de classes para desnudar as diferenças inconciliáveis entre reformistas e revolucionários. Neste 11 de julho de 2013, as chamadas “esquerdas” brasileiras se comportarão de forma totalmente distinta, deixando clara a dificuldade de unidade entre elas, salvo em algumas questões pontuais.

Em 26 de junho, as centrais sindicais pelegas e as forças políticas e sociais caudatárias do governo convocaram um Dia Nacional de Lutas “em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores”. Como essas centrais não são de luta, mas de conciliação, tratava-se de defender o governo contra “o golpe da direita” e de tentar assumir o comando das manifestações de rua, com vistas a enquadrá-las na ordem.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

NÃO AO PACTO DA DILMA E DO PT: AVANÇAR E CRIAR O PODER POPULAR

(Nota Política do Comitê Central do PCB)
Nas últimas semanas, a população brasileira - principalmente os jovens - saiu às ruas e gritou sua indignação contra o aumento das passagens, pela saúde e educação, contra os gastos com a Copa, contra a violência policial, contra a inflação e contra uma forma de representação política que demonstrou seus limites. A exemplo do que acontece em outras partes do mundo, a explosão social é resultado de uma insatisfação generalizada contra os efeitos do capitalismo e da crise desse sistema, das medidas dos governos, que jogam sobre as costas dos trabalhadores e da população a solução dos problemas, deixando intactos os ganhos dos empresários e patrões.
As massas rebeladas mostraram o caminho de forma inovadora e criativa, combativa e autônoma, reafirmando o sentido e dando consequência a toda uma luta daqueles que há muito tempo se empenham na defesa destas bandeiras e demonstraram que só na luta conquistaremos uma vida melhor.
A Presidente Dilma, do PT, diz ter ouvido as vozes da rua e propõe cinco pactos: 1. Pacto pela Responsabilidade Fiscal; 2. Pacto pela Reforma Política; 3. Pacto contra a corrupção; 4. Pacto pela Saúde e Educação; 5. Pacto pela mobilidade urbana.  Se “o povo acordou”, como dizem os cartazes nas ruas, os governantes continuam dormindo. A presidente se mostrou, mais uma vez, incapaz de ouvir o que os jovens e a população estão gritando. O que vimos é mais do mesmo: o verdadeiro compromisso do governo do PT é o pacto com as classes dominantes.

domingo, 30 de junho de 2013

Organizar, estudar e lutar!

(Eis a fórmula de Lênin para se inserir revolucionariamente na Luta de Classes)
Compreender o cenário atual, seus atores políticos, organizar as massas em jornadas que de fato representem vitórias de classe e ou acúmulo de experiência revolucionária e a consecutiva alteração no nível da consciência política são as expressões dialéticas da necessária luta ideológica e orgânica que os comunistas devem travar nesse momento.
As recentes manifestações do Congresso brasileiro e do Senado aprovando 75% dos royaltes da exploração do Petróleo para a educação e 25% para a saúde e a avaliação em caráter de urgência pelo Senado da aprovação da Lei do Passe Livre para estudantes do ensino secundarista, são iniciativas do parlamento que tentam dar respostas rápidas ao clamor das massas, principalmente aos setores mais organizados e que despertaram a onda de manifestações por todo o país, caso da juventude em especial.

Raízes históricas da crise social no Brasil – O papel do FMI

(por Michel Chossudovsky*)

Milhões de pessoas por todo o Brasil aderiram a um dos maiores movimentos de protesto da história do país. Ironicamente, o levantamento social dirige-se contra as políticas económicas de uma auto-proclamada alternativa "socialista" ao neoliberalismo conduzido pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) da presidente Dilma Rousseff.

O "remédio económico forte" do FMI, incluindo medidas de austeridade e a privatização de programas sociais, foi implementado sob a bandeira "progressista" e "populista" do PT, em acordo com elites económicas poderosas do Brasil e em estreita ligação com o Banco Mundial, o FMI e a Wall Street.

Apesar de o governo PT apresentar-se como "uma alternativa" ao neoliberalismo, comprometido com o alívio da pobreza e a redistribuição de riqueza, sua política monetária e fiscal está nas mãos dos seus credores da Wall Street.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pode ser a gota d’água: enfrentar a direita avançando a luta socialista

Por Mauro Iasi*

A explosão social que abalou o país brotou do terreno escondido das contradições. Lá para onde se costuma exilar as contradições incômodas: a miséria, a dissidência, a alteridade, a feiúra, a violência. Germinaram no terreno do invisível, escondido e escamoteado pela neblina ideológica e o marketing cosmético que epidermicamente encobre a carne pobre da ordem capitalista com grossas camadas de justificativa hipócrita, de cinismo laudatório de uma sociabilidade moribunda.
As autoridades, os especialistas, sociólogos, politicólogos e jornalistas estão perdidos dando razão à dissertativa atribuída à Marx segundo a qual “a história só surpreende quem de história nada entende”. Declamam seu espanto querendo acreditar na extrema novidade, pois só isto explicaria sua brutal ignorância. No terreno da história nada é absolutamente novo.
Se há algo que é muito conhecido para quem não se limita ao presentismo, ou foucaultianamente à aléa singular do acontecimento, é a insurreição, a explosão de massas. Caso tenham preconceitos contra nossa tradição marxista e se recusem a ler as brilhantes análises de Lênin em Os ensinamentos da insurreição de Moscou, ou de Trotski em A arte da insurreição, pode se remeter aos estudos de Freud em A psicologia de massas e análise do ego, ou a magistral análise de Sartre em A critica da razão dialética.

terça-feira, 25 de junho de 2013

CARTA ABERTA À JUVENTUDE E AOS TRABALHADORES DE PELOTAS

“Enquanto houver miséria e opressão, ser comunista é nossa decisão.”
Oscar Niemeyer (1907-2012), Presidente de Honra do PCB 




(Para acessar a versão em .pdf, clique aqui)

O PCB vê com entusiasmo e esperança a grande onda de mobilizações que corre o Brasil. Como em todo o país, a militância do PCB em Pelotas está engajada nos esforços suprapartidários de agitação, organização e propaganda que envolvem essas grandes mobilizações nacionais. É a mais sincera vontade dos comunistas que estas manifestações espontâneas deem origem a um novo e vigoroso movimento social, capaz de trazer à agenda política as mais avançadas reivindicações da juventude e da classe trabalhadora. Para tanto, buscamos levar à sociedade a experiência acumulada pelo Partido em quase um século de lutas populares e anticapitalistas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Frente anticapitalista para avançar! Frente antifascista para evitar o retrocesso!

(Declaração Política do PCB)
A opção dos governos petistas pela governabilidade institucional burguesa e pelo “neodesenvolvimentismo” capitalista é a principal responsável pela explosão de indignação de setores heterogêneos da sociedade brasileira.
A opção por alianças com a direita para garantir a governabilidade fez do governo refém dessas forças conservadoras, levando a que, em dez anos, não se produzisse uma medida sequer de natureza socializante. Pelo contrário, o próprio setor petista do governo foi o protagonista das medidas de caráter antipopular e contrárias aos trabalhadores.
Os resultados disso são a retomada das privatizações em grande escala, a reforma da
previdência e a imposição da previdência complementar aos funcionários públicos (FUNPRESP), a generalização das parcerias púbico-privadas, a entrega de nossas reservas de petróleo, a opção pelo agronegócio – em detrimento da reforma agrária e da agricultura familiar –, pelo sistema financeiro e grandes monopólios, a desoneração do capital e a precarização do trabalho (criando mais e piores empregos), a política de superávit primário com o sucateamento do serviço público, o endividamento crescente das famílias, a falta de perspectiva para a juventude, o descrédito na política e nos partidos políticos.

Desde que ... poderá ser tarde!

      Desde que o governo subsidie as empresas de ônibus (com nosso mesmo dinheiro), elas não se incomodam com os protestos, até podem reduzir tarifas;
     Desde que não questionem a estrutura, se limitem a críticas superficiais sobre corrupção e não forcem a mudança no sistema político, Dilma continuará dizendo que os protestos são legítimos, Calheiros e Alckmin continuarão amenizando a repressão;
   Desde que se mantenha o senso comum antipartidário, colocando todo tipo de organição no mesmo saco, sem um projeto de sociedade para substituir o que se critica... os poderosos não serão seriamente ameaçados;
    Desde que não bata de frente com o oligopólio dos meios de comunicação, a Globo pede desculpas por ter desqualificado os manifestantes e passa a apoiar os protestos;

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mauro Iasi fala sobre a onda de protestos no Brasil


O camarada Mauro Iasi, presidente da ADUFRJ e membro do Comitê Central do Partidão, faz excelente análise sobre a atual conjuntura e a onda de protestos que varre o país. Confira!




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Toda força ao movimento popular! Não ao fascismo!

Por todo o país, centenas de milhares de pessoas, em sua maioria jovens, vêm ocupando as ruas para demonstrar insatisfação com o aumento do preço das passagens, dos alimentos e dos serviços públicos em geral, além de outras questões, provocadas pela ofensiva do capitalismo contra nossos direitos, como o desmonte da saúde e da educação, as privatizações, a brutalidade policial, a corrupção, a desigual distribuição da renda, a precarização do trabalho, a falta de perspectivas para a maioria dos jovens e, sobretudo, o sentimento de traição do governo e a farsa da democracia burguesa.
O crescimento do movimento fez com que governos municipais e estaduais recuassem da sua postura inicial de intransigência e reduzissem as tarifas. Ao fazê-lo, no entanto, anunciaram que, para compensar a queda do preço das passagens, teriam que retirar verbas de outras áreas, insinuando cortes em setores sociais. Trata-se de claro falseamento dos fatos, pois esses e outros recursos para resolver problemas sociais podem ser obtidos das obras desnecessárias e superfaturadas, como a do Maracanã, do pagamento de juros aos banqueiros, do superávit primário.

NÃO BASTA SE INDIGNAR: É PRECISO MUDAR O SISTEMA!

PCB (Partido Comunista Brasileiro) saúda e se engaja de forma militante no vigoroso movimento surgido a partir de uma manifestação em São Paulo contra o aumento das tarifas de ônibus urbanos.
A estúpida violência policial aos manifestantes repete-se no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e em cada vez mais cidades brasileiras, independente do partido político do Governador ou do Prefeito. Na defesa da institucionalidade burguesa, não há repressão mais ou menos “democrática”.
Reparem que esta violência é exatamente a mesma em todos os países capitalistas onde os povos se levantam contra os cortes de direito e a fascistização do estado, necessária para garanti-los. Os mesmos uniformes de gladiadores, as mesmas armas cinicamente chamadas de “não letais”: balas de borracha, gás de pimenta e lacrimogêneo.
No Brasil, a crescente fascistização do estado tem a ver com a opção do governo por evitar a crise do capitalismo com mais capitalismo. É preciso muita repressão para aprofundar a privatização do nosso petróleo, dos portos, aeroportos, rodovias, para expulsar os índios de suas terras, “flexibilizar” direitos, adotar um Código Florestal para o agronegócio, desonerar e favorecer o capital.