O anúncio feito pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de
que não mais haverá a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e
do complexo de esportes aquáticos Júlio Delamare, que seriam utilizados
pelo consórcio privado que administra o Maracanã como estacionamento e
shopping, pois situam-se ao lado do estádio, é um claro sinal de que o
conjunto de manifestações em protesto contra os abusos e desvios nos
gastos para a Copa e as Olimpíadas que vem sendo realizadas, há muito,
pelos partidos de esquerda e por diversos movimentos sociais, teve
consequências de fato.
No mesmo sentido estão a declaração do secretário de (In)Segurança
Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, de que admite discutir
a desmilitarização da Polícia Militar, uma bandeira levantada pelo PCB e
demais organizações de esquerda há bastante tempo.
Há também a manifestação do vereador César Maia, do DEM, contrária à
demolição da avenida Perimetral (parte do projeto de construção do
conjunto turístico / imobiliário "Porto Maravilha").
Essas movimentações de autoridades e representações verdadeiramente
de direita (seja no campo ideológico seja no da execução de políticas de
Estado que chegam ao extermínio de populações pobres) mostram que os
desmandos e a sanha de lucros das empreiteiras e outros grupos
capitalistas às custas da destruição e da exploração privada de
patrimônio público "bateram no teto" e dificilmente continuarão sendo
toleradas no caso do Rio de Janeiro. "A água bateu na bunda" dessa
gente... e não foi por outro motivo: há um salto de qualidade na
discussão e na atividade política no Brasil resultante da grande
mobilização popular recente.
É hora de pôr lenha na fogueira, avançar no acelerador das lutas e avançar para uma estratégia anticapitalista.
Fonte: Portal do PCB
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