Oscar Niemeyer (1907-2012), Presidente de Honra
do PCB
(Para acessar a versão em .pdf, clique aqui)
O PCB vê com
entusiasmo e esperança a grande onda de mobilizações que corre o Brasil. Como
em todo o país, a militância do PCB em Pelotas está engajada nos esforços
suprapartidários de agitação, organização e propaganda que envolvem essas
grandes mobilizações nacionais. É a mais sincera vontade dos comunistas que
estas manifestações espontâneas deem origem a um novo e vigoroso movimento
social, capaz de trazer à agenda política as mais avançadas reivindicações da
juventude e da classe trabalhadora. Para tanto, buscamos levar à sociedade a
experiência acumulada pelo Partido em quase um século de lutas populares e
anticapitalistas.
Denunciamos a
dupla face da violência. De um lado, a repressão estatal
promovida pelas polícias militares contra a juventude e a classe trabalhadora, que tem tomado proporções cada vez maiores. De outro lado, também compõem as manifestações os setores da extrema-direita (nazistas, fascistas e integralistas) que se colocam contra as organizações da classe trabalhadora e que reivindicam o socialismo, tentando sequestrar a mobilização popular, utilizando-se, inclusive, de violência contra as próprias manifestações.
promovida pelas polícias militares contra a juventude e a classe trabalhadora, que tem tomado proporções cada vez maiores. De outro lado, também compõem as manifestações os setores da extrema-direita (nazistas, fascistas e integralistas) que se colocam contra as organizações da classe trabalhadora e que reivindicam o socialismo, tentando sequestrar a mobilização popular, utilizando-se, inclusive, de violência contra as próprias manifestações.
Em nossos 91
anos de existência, passamos mais de seis décadas na ilegalidade, perseguidos
por defender os interesses dos trabalhadores contra as classes dominantes, que se valem de medidas antidemocráticas para
desorganizar os setores populares, esmagando as suas demandas com a mão de
ferro da repressão. Sempre teremos em nossa memória os militantes que tombaram
heroicamente – sofrendo com a tortura, o cárcere e a morte – na luta pelo
direito dos trabalhadores de empunharem suas bandeiras. Por eles, a sociedade
brasileira não pode retroceder! Não podemos voltar ao dia em que empunhar as
bandeiras dos partidos do povo era um crime! Precisamos ter claro que as causas
de nossas mazelas não são as organizações
de classe, mas um sistema que só atende aos interesses das classes dominantes
– ou seja, dos capitalistas.
Para nós, é
compreensível essa indignação, que tem sua raiz na insatisfação com os últimos
governos petistas, que surgiram com forte apelo popular, mas se adequaram
perfeitamente à ordem capitalista e têm contribuído apenas para o
fortalecimento da dominação burguesa no Brasil, ampliando as desigualdades, o
monopólio do capital e a exploração da classe trabalhadora. A população está
cansada do oportunismo político, que se aproxima somente às vésperas das
eleições, pedindo votos em troca de promessas vazias.Porém, há partidos que não fazem parte desse jogo - PCB, PSTU,PSOL. Estamos há muito tempo nas ruas, na linha de frente das lutas dos trabalhadores e da juventude. Não há oportunistas em busca de votos em nossas fileiras! Por todo o país, o PCB esteve, desde o início das mobilizações, compondo os movimentos populares, assim como sempre estivemos presentes em diversas lutas históricas do povo brasileiro, como a campanha “O Petróleo é Nosso”, a resistência contra as duas ditaduras brasileiras e as “Diretas Já”.
As
coligações movidas por interesses escusos ou pela “governabilidade”, o
distanciamento entre a agenda de representantes e representados, a corrupção...
Nada disso é invenção brasileira, mas uma consequência natural do sistema
capitalista, que coloca o poder econômico acima de tudo e põe o parlamento e os
governos a serviço dos banqueiros, latifundiários, empreiteiros, crime
organizado e demais setores da burguesia. Essa é a lógica do capitalismo, e ela
está desmoronando.
A única saída
é avançar, não retroceder. Não podemos deixar que ocorra no Brasil o mesmo que
aconteceu em outros lugares do mundo, onde a falta de uma pauta concreta de reivindicações
levou ao esvaziamento de movimentos promissores. Precisamos ter claro que
apenas com reivindicações concretas podemos direcionar nossos esforços para uma
mudança de rumos radical na sociedade brasileira. Com esse fim, o PCB traz
algumas bandeiras de luta, para apreciação da juventude e dos trabalhadores de
Pelotas, organizados politicamente ou não.
NÃO
BASTA SE INDIGNAR: É PRECISO MUDAR O SISTEMA!
O
PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!
Imediata interrupção dos leilões de petróleo! Revisão dos contratos! Plena estatização da Petrobras!
REVISÃO
DAS PRIVATIZAÇÕES DOS GOVERNOS TUCANOS E PETISTAS! O que foi construído pelos trabalhadores deve voltar aos trabalhadores!
10% do PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ! Nem um dia a mais de espera!
PAGAMENTO DO PISO AOS TRABALHADORES DA
EDUCAÇÃO! Tanto do professores do município de Pelotas quanto do Estado do
RS.
AUDITORIA
DA DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA! Não
podemos pagar dívidas contraídas contra o interesse dos trabalhadores, por meio
de contratos obscuros! Pela soberania nacional frente ao capital financeiro!
ESTATIZAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO!Transporte
coletivo tem de ser público e de qualidade! Não às empresas “piratas”, que
recebem há anos o dinheiro dos trabalhadores, sem nem mesmo uma licitação!
POR UM CONSELHO POPULAR DE TRANSPORTE
COLETIVO! Que a juventude e os trabalhadores fiscalizem as licitações e a
criação da empresa pública municipal prometida em campanha! Criar! Criar! Poder
Popular!



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